Olá! Andei um pouco desanimada e com um grande conflito de emoções. Por um lado fico frustrada por não conseguir encontrar um emprego, aliás por nem sequer responderem às minhas candidaturas. Por outro lado, sinto que é um privilégio poder acompanhar o desenvolvimento dos meus filhotes com muito mais disponibilidade do que teria se estivesse a trabalhar fora de casa.

Mas a minha pequenita tem mesmo de ir para o jardim de infância, está a fazer-lhe falta o contacto com outras crianças e deparar-se com novas experiências e novos ambientes.

O problema é uma pessoa precisar de trabalhar, para ganhar um dinheirinho, conviver com outras pessoas que consigam comunicar para além do gugú dadá, alargar os horizontes e sentir-me realizada profissionalmente. Eu até nem me importava de ficar mais um aninho com o meu pequenito, se calhar é por isso que ainda não consegui encontrar o tal emprego, o pior são os anos a passarem e começar a ver anúncios de emprego que pedem pessoas com menos de 27 anos, pois é...

E para dizer a verdade, até tenho receio de ir a entrevistas de emprego, digamos que as minhas últimas experiências não foram muito positivas... A começar nas condições de trabalho e acabar no ordenado, às vezes até dá vontade de rir...

Pedem uma educadora de infância, mas o que querem na verdade é uma escrava que entretenha as crianças, faça coisas bonitinhas para mostrar aos pais, mantenha a sala limpa e as crianças caladas (é ridículo, mas é verdade), e que dê graças a Deus por ter sido contratada, porque se disser alguma coisa, leva logo como resposta "Está a ver aquele monte de currículos? Se não quer, o que há mais é quem queira." Pois, eu não quero...

Para receber o ordenado que propõem eu teria que pagar para ir trabalhar, porque não dava sequer para pagar as mensalidades da creche dos pequenitos e depois não quero compactuar com uma situação que é muito injusta para os educadores e é prejudicial para a educação e bem-estar das crianças. Não foi para isto que eu me formei em Educação de Infância.

No outro dia respondi a um anúncio em que pediam uma educadora para trabalhar numa instituição de cuidados de saúde com internamento, era o meu sonho... Já há algum tempo que eu ambiciono trabalhar com crianças internadas em hospitais. Sei que não é um trabalho fácil, mas eu gostava... Desde que acompanhei duas alunas de estágio em ambiente hospitalar, que essa ideia não me sai da cabeça.  Apesar do ordenado não ser bom, sempre dava para pagar a mensalidade dos pequenitos. Respondi, confiante. Mas ainda não me responderam. Eu vejo os dias a passar e, de vez em quando, a tristeza e a frustração apoderam-se de mim e fazem-me desconcentrar dos meus outros projectos, como é o caso da perda de peso.

Mas pronto, já estou de volta, mandei a tristeza embora e estou mais concentrada do que nunca nos meus objectivos.

Quero agradecer os vossos comentários. É muito bom sentir que se preocupam comigo... OBRIGADA!

 

 

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

(Dalai Lama)

publicado por lau às 12:55